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Como o brasileiro busca na web?

Google e a iProspect Brasil realizaram uma pesquisa sobre o comportamento de busca dos internautas e qual a influência das ações de marketing offline nesta atividade. O levantamento foi encomendado pela Forrester Research e consiste na reedição de um estudo realizado pela empresa nos Estados Unidos. Foram entrevistadas duas mil pessoas, entre 14 e 45 anos, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba, Brasília, Ribeirão Preto, Presidente Prudente, São José dos Campos e São José do Rio Preto.

Segundo a pesquisa, 93% dos brasileiros se conectam pelo menos uma vez por dia e 85% utilizam o serviço de busca diariamente. Já 79% realizam buscas após serem impactados por ações publicitárias em mídias offline, sendo que o “Boca a boca/Indicação” responde por 53% dos estímulos, seguido por “Anúncio na TV” (51%), “Anúncio de Revista/Jornais” (35%) e “Lojas Físicas” (27%). A resposta a comentários e anúncios é feita no mesmo dia em 49% casos.

Para 47% dos entrevistados a procura é realizada pelo nome do produto ou serviço; 30% vão atrás do nome de empresa/prestadora; 7% buscam slogan ou anúncio, 6% elementos referenciais na propaganda, e 9% outros termos.

Para Patrícia Maschio, diretora geral da iProspect Brasil, é importante conhecer o perfil dos internautas brasileiros para elaborar estratégias de marketing mais assertivas, mesclando as mídias online e offline. Já Pedro Frigo, head de pesquisas do Google para América Latina, acredita que a integração dos canais offline e online contribui para um resultado melhor em campanhas publicitárias.

Fonte: Ikeda Blog

Google compra Motorola Mobility por US$ 12,5 bilhões

Transação tem como objetivo fortalecer o mercado dos dispositivos com Android. Segundo Larry Page, medida garante mais proteção contra empresas adversárias.

A Google anunciou na manhã desta segunda-feira (15 de agosto) a compra da Motorola Mobility pelo valor de US$ 40 por cada ação, resultando em um negócio total de US$ 12,5 bilhões. O acordo foi aprovado por unanimidade entre os conselhos de administração de cada companhia, e representa um ganho de 63% em relação ao valor das ações da Motorola na última sexta-feira (12 de agosto).

A aquisição da Motorola vai permitir que a Google fortaleça ainda mais a marca Android, aumentando a competição no mercado de telefonia móvel. A Motorola Mobility será operada como um negócio separado pela companhia de Mountain View, que continuará a disponibilizar o sistema operacional para smartphones como uma plataforma aberta.

Proteção contra competidores

Em uma atualização publicada no blog oficial da Google, Larry Page afirma que a compra não se deve somente ao apoio que a companhia dava ao Android, mas também devido ao fato da Motorola ser “uma líder de mercado em dispositivos caseiros e no negócio de soluções em vídeo”.

O fundador da gigante de buscas também afirma que a compra vai ajudar a desenvolver o portfolio de produtos da companhia, a ajudando a se proteger das ameaças representadas pela Microsoft, Apple e outras empresas. Page também se comprometeu a continuar a parceria entre o Android e outros fabricantes, afirmando que a compra da Motorola Mobility não deve representar prejuízos a nenhum parceiro.

A transação ainda está sujeita à aprovação de órgãos regulatórios dos Estados Unidos, União Europeia e outras jurisdições. A expectativa é que o negócio se concretize entre o final de 2011 e o começo de 2012.

Reação positiva do mercado

Os parceiros comerciais da Google responderam de maneira positiva ao anúncio da compra da Motorola Mobility. Peter Chou, CEO da HTC, disse que a notícia é bem-vinda e mostra o comprometimento da gigante de buscas em defender a plataforma Android, seus parceiros e todo o ecosistema de sistema operacionais para smartphones.

Bert Nordberg, presidente e CEO da Sony Ericsson, tem opinião semelhante, destacando o comprometimento da companhia em defender o Android e seus parceiros. Da mesma forma, Jon-Seok Park, presidente e CEO da LG expressou animação quanto à nova empreitada da empresa da Mountain View.

Fonte: TecMundo

Desvendamos a fórmula de sucesso da Ypê

Marketing holístico, sustentabilidade e custo-benefício formam receita de sucesso da marca.

Ao completar 60 anos, a Ypê mostra na prática o que é fazer o Marketing de forma holística. De origem familiar, a empresa criou o departamento de Marketing apenas em 2002, mas desde o princípio caracterizou-se por manter uma preocupação constante em inovar. Entre os segredos do sucesso estão a entrega de uma equação verdadeira entre custo e benefício e o cuidado com o meio ambiente.

Se hoje sustentabilidade é a palavra de ordem nos negócios, há seis décadas, a Ypê nascia pioneira ao conectar sua marca à natureza. Como resultado, a empresa conseguiu agregar valor a produtos commodities e estar na mente dos consumidores. Líder no mercado nos segmentos de detergente líquido para lava-louças, sabão em barra e segunda em amaciante de roupas, a Ypê é também a segunda maior fabricante de sabão em pó e orgulha-se de ser Top Of Mind na categoria Conservação Ambiental por quatro anos consecutivos (2007 a 2010), de acordo com o ranking da Folha de São Paulo.

O sucesso é resultado da presença do Marketing de forma orgânica na empresa. Um departamento específico para a área surgiu apenas há oito anos e, até hoje, não há uma Diretoria, mas sim uma Gerência que responde às três vice-presidências. “O Marketing não é um departamento. É a empresa inteira. Isso faz com que toda a estrutura trabalhe numa mesma direção, focada no mesmo sentido. Ele é o elemento agregador de todas as áreas e também o direcionador”, diz João Agusto Geraldini, Gerente de Marketing da Ypê, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Transparência e confiança são atributos Ypê
Com a criação de uma área específica para o Marketing foi a vez de, três anos depois, a Ypê iniciar o seu grande processo de reestruturação. Em 2005, a companhia repensou sua história e buscou entender a maneira como a marca era vista pelos consumidores. Para isso, realizou pesquisas quantitativas e qualitativas que apontaram os valores pelos quais a Ypê era reconhecida.

Além das características mais esperadas, como limpeza e perfume, a empresa identificou atributos como transparência, confiança e natureza. A natureza, além do nome, vem também da leitura que os consumidores fazem das embalagens, vendo que são recicladas e que os produtos são biodegradáveis. Para reforçar a ligação da Ypê com o meio ambiente, foi desenvolvido um novo logotipo, a gota d’água, item essencial para a Ypê, tanto no processo de fabricação do produto, quanto no uso.

Para deixar a ligação com a natureza mais visível para o consumidor, a companhia optou por fazer uma parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica. A ação Florestas Ypê é parte do programa Florestas do Futuro e totaliza 350 mil árvores plantadas desde 2007. Em comemoração ao aniversário de 60 anos, a Ypê assumiu o compromisso de plantar outras 100 mil mudas no período de um ano.

Custo-benefício é foco na empresa
O projeto de branding, executado em parceria com o Grupo Troiano, também identificou outro importante atributo da marca: a equação balanceada entre custo e benefício. Se o consumidor tem dificuldade de enxergar valores como cuidado com o meio ambiente e o impacto benéfico ou maléfico que a empresa pode causar à natureza, é na hora da compra e do desempenho do produto que a marca é reconhecida.

“Todas as campanhas fazem referência ao custo-benefício porque essa é uma questão fundamental para qualquer desenvolvimento de produto que a Ypê venha a fazer. Prezamos por oferecer qualidade na medida em que o consumidor precisa e pode pagar. Não adianta fazer o melhor para todo mundo se o preço não for acessível a todos. O custo-benefício passa por qualidade e formulação para que seja competitivo do ponto de vista econômico”, acredita Geraldini.

A preocupação em oferecer algo de qualidade com preço acessível está ligada também ao foco em sustentabilidade, que passa por três pilares: econômico, social e, finalmente, ambiental. E a missão da Ypê é unir esses três atributos. “Não adianta fazer um produto ecologicamente correto e cobrar caro por isso, pois serão poucos os consumidores que terão condições de usá-lo e, consequentemente, não haverá o impacto ambiental desejado”, aponta o executivo.

Credibilidade contribui na extensão de marca
A credibilidade conquistada pela marca junto aos consumidores acaba passando de um produto para o outro, o que facilita os projetos de extensão de linha. “Em primeiro lugar, a Ypê é muito querida. Tem como carro-chefe o detergente líquido, que é entregue com uma equação de valor que as consumidoras reconhecem. Com o tempo, essa boa relação construída a partir do detergente se espalhou por outros produtos”, ressalta Renata Lima, Diretora da Troiano Pesquisas e Desenvolvimento de Marca, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A percepção de que a marca Ypê sustentaria uma ampliação no portfólio já era uma certeza para o presidente Waldyr Beira, mas foi posta à prova após sua morte precoce, em 1998. “Na época, estavam programados os lançamentos do amaciante de roupas e do sabão em pó, que até então vinha da Europa e era embalado no Brasil. No mesmo ano surgiram também os sabãos em barra perfumados, pois havia apenas a versão neutro”, conta o Gerente de Marketing da Ypê.

No ano seguinte, foi a vez dos desinfetantes e sabonetes Ypê chegarem às prateleiras. Hoje são 20 famílias de produtos existentes, entre lava roupas em pó, desinfetantes, sabonetes e detergentes. “Em 1998, todas as categorias já estavam pensadas e foram lançadas ao longo dos anos. Em 2001, a Ypê entrou oficialmente e com condições adequadas no mercado de sabão em pó, com a aquisição da fábrica da Tecnicron, em Salto. Com a implementação de um departamento de Marketing, em 2002, a dinâmica de atualização de produto de linha foi crescendo”, explica Geraldini.

Para manter o ritmo de lançamentos, a Ypê continua os estudos para novos produtos e reforça cada vez mais o relacionamento com os consumidores. Recentemente, a marca lançou perfis no Twitter e no Facebook. “As pessoas que se preocupam com o tema ecologia estão na internet. Por isso, quando comunicamos pela primeira vez sobre a questão ambiental, criamos o site www.florestasype.com.br. É uma prestação de contas contínua, de como anda o projeto”, relata o executivo.

*Com reportagem de Bruno Mello, de Amparo, São Paulo.
Fonte: Mundo do Marketing

Evento aborda o papel das mídias sociais para as empresas

A Marcus Evans promove o encontro Corporate Social Media nos próximos dias 24 e 25, em São Paulo. O evento apresentará temas que exploram desde as barreiras corporativas existentes na implantação das redes sociais até a mensuração de resultados por meio dos canais digitais. Participarão 22 profissionais de empresas como Motorola, General Motors, Mastercard, Citibank, Volvo, Claro, Danone, Walt Disney, Itautec, Gol e Tecnisa, que abordarão casos de sucesso sobre a integração das redes sociais ao planejamento estratégico das empresas.

A conferência é voltada para profissionais atuante nas áreas de Marketing, Tecnologia e Inovação e tem o objetivo de fornecer informações estratégicas de negócios e oportunidade de relacionamento com profissionais de sucesso no mercado. Os interessados podem se inscrever pelo site da empresa ou pelo email marcelam@marcusevansch.com.

Marcus Evans promove o encontro Corporate Social Media nos próximos dias 24 e 25, em São Paulo.
Fonte: Mundo do Marketing

Marisa reposiciona comunicação para se aproximar das consumidoras

#Vou de MarisaMarca reformula catálogo de produtos e expande atuação na internet com canal no Youtube e blog sobre moda.

A Marisa pretende ampliar o diálogo com a consumidora da classe C. A empresa lança o conceito “A gente é mulher, a gente se entende”, para se aproximar de suas clientes. Uma das medidas adotadas foi a reformulação do catálogo de produtos, que passa agora a ser um guia de moda, chamado “#Vou de Marisa”. A revista também passou por uma adequação de tamanho para caber nas bolsas das mulheres, permitindo mais tempo de contato com a marca.

Como parte da iniciativa, a Marisa ampliou a sua atuação na internet. Além do Facebook e Twitter, a empresa criou um canal no Youtube e um blog, em que as consumidoras poderão encontrar dicas e informações sobre tendências de moda. Quem assina as mudanças é a agência Fischer&Friends.

Marisa amplia a sua atuação na internet

Fonte: Mundo do Marketing

Steve Jobs: A razão do sucesso da Apple

A razão do sucesso da Apple

Até hoje tem marketeiro analisando porquê as últimas invenções da Apple sob a batuta de Steve Jobs deram tão certo. Uma vitória atrás da outra: iPod, iPhone, iPad. Estudam gráficos, dados, oportunidade, riscos etc. Da mesma forma que Bill Gates pode lhe ensinar sobre gestão, Jobs tem sua parte no marketing.

Analistas comentam como a Palm, que dominava o mercado de palmtops e smartphones, perdeu o bonde. Até Bill Gates da Microsoft anunciava um tal de Tablet PC há muitos anos. Outras grandes empresas também andaram fuçando o nicho, mas quem saiu ganhando foram os “I” da maçã. Eles começaram pela beiradas no mercado da música digital (iPod), depois superaram outros celulares com os toques de tela e aplicativos (iPhone), e fecharam o cerco com um tablet matador (iPad).

A questão maior nesta vitória arrasadora não foi só o design, a tecnologia, a funcionalidade, mas todo um conjunto embalado em um sentimento único, a paixão.

Os macmaníacos sempre foram radicais apaixonados e defensores de todas as gerações de Macs. Steve Jobs, com suas exigências “obsessivas”, buscou a perfeição e encontrou a fórmula: as pessoas amam a beleza, a simplicidade e facilidade de uso dos produtos Apple.
O sucesso de Steve Jobs na forma dos produto

Bill Gates e muitos outros infelizmente não sabem criar um produto apaixonante como esse. Jobs soube embalar a tecnologia com carinho e levou o mundo dos computadores pra dentro de casa e para perto das pessoas.

Por isso todos amam e vão continuar babando por seus produtos. Não é questão de marketing, é questão de paixão pelo que se faz e se produz. O resultado não podia ser outro.

Empresários e empreendedores, sigam o exemplo do mestre. Steve Jobs realmente tem muito a ensinar.

Fonte: Ponto Marketing

Case: O que aprender com os erros da Mesbla

Incapacidade de adaptação às mudanças do varejo e descentralização administrativa contribuíram para o naufrágio da empresa


A partir da década de 1960, o varejo brasileiro viu a expansão das lojas de departamento. Durante os anos seguintes, a Mesbla viveu
seu período áureo. A dificuldade em compreender o novo momento do mercado, no entanto, foi um dos principais fatores que levaram a empresa à falência, em 1999. A exemplo do que aconteceu com a Mappin, que atuou durante 86 anos em São Paulo, a Mesbla viu o seu modelo de negócio ruir com o surgimento de um novo consumidor, que exigia um atendimento mais especializado, encontrado principalmente em lojas menores instaladas em shoppings.

O crescimento da loja de departamentos, com sede no Rio de Janeiro e que chegou a ter 180 pontos de venda espalhadas pelo país, trazia ares de primeiro mundo ao Brasil. Acostumado ao comércio de bairro, que oferecia pouca variedade e concentração de produtos, o consumidor se surpreendeu com a estrutura da Mesbla e suas unidades, que raramente tinham área de venda inferior a três mil metros quadrados.

O desenvolvimento dos shopping centers nos anos 1980 levou a Mesbla para os centros comerciais, com lojas âncoras, contribuindo para o crescimento do fluxo de clientes nos empreendimentos. Ironicamente, este movimento foi um dos fatores que derrubou a empresa. “Ao aderir aos shoppings centers como novo canal de venda, a Mesbla perdeu espaço para as lojas especializadas que ofereciam variedade de produtos aliados a um atendimento mais qualificado”, diz Marcelo Boschi, professor e especialista em Branding da ESPM-RJ, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Crescimento da concorrência
O extenso sortimento de produtos comercializados, que incluía moda, brinquedos, máquinas, uma rede de crédito própria e investimentos no setor náutico e automobilístico, tornava o conhecimento dos colaboradores pouco específico. O próprio formato de operação das lojas de departamento também estimulava o autosserviço, característica incompatível com o comportamento dos consumidores.

Mas não foram apenas os shoppings que influenciaram as mudanças. O surgimento dos hipermercados, comercializando categorias como têxteis, bazar e equipamentos, também contribuiu para alterar a dinâmica geográfica do consumo. Enquanto os clientes tinham que se deslocar para os centros das cidades, locais onde a Mesbla instalou a maior parte de suas unidades, os shoppings e hipermercados trouxeram essa oferta de produtos para os bairros onde os consumidores residiam, desviando o fluxo para essas áreas.

Além de lidar com a concorrência dentro dos malls e hipermercados, a Mesbla ainda tinha que competir com as redes de varejo de eletromóveis e confecções, que começaram a se expandir na década de 1980, como Ponto Frio e Casas Bahia. A descentralização administrativa da empresa foi outro elemento que interferiu para agravar a situação. Nos anos 1990, a Mesbla contava com 40 diretores, o que tornava a implementação de qualquer medida muito lenta. “O varejo é um segmento que necessita de respostas muito rápidas. Cada dia é um desafio. No caso da Mesbla, o desacordo entre o modelo de gestão e as práticas do mercado foi responsável por contribuir negativamente para o rumo dos negócios”, explica Roberto Kanter, professor de MBA da FGV Management, em entrevista ao portal.

Tentativa frustrada
A situação econômica do Brasil também foi um dos elementos que colaborou para piorar o quadro da companhia. A forte inflação no fim dos anos 1980, que variava de 50% a 60% em um mês, abalou a relação, já fragilizada, entre a empresa e seus fornecedores. A solução administrada pelos dirigentes da companhia foi o fechamento de lojas e a demissão de funcionários. Dos 180 pontos de venda, restaram apenas 34 e nove mil funcionários perderam seus empregos, restando apenas seis mil.

Em 1997, Ricardo Mansur comprou a empresa com o intuito de unir as operações da Mesbla e da Mappin e fortalecer o modelo de negócio. Dois anos depois, em uma última tentativa de salvar a companhia, Mansur apelou para a mobilização dos colaboradores. Os funcionários foram incentivados a realizar uma passeata com o objetivo de pressionar o BNDES a ceder um empréstimpo de R$ 102 milhões, que seria usado como capital de giro.

Outra intenção era valorizar a Mesbla, para atrair a atenção de grupos estrangeiros. A rede de varejo norte-americana JC Penny demonstrou interesse, mas pensou duas vezes antes de comprar a empresa, que nas mãos de Mansur alcançou a dívida de R$ 1,1 bilhão. A decisão sobre o empréstimo teria que ser aprovada por seis bancos, que injetariam cada um R$ 17 milhões. Apenas o Bradesco e o GE Capial apoiaram a medida. O Banco Central, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o próprio BNDES rejeitaram o projeto. Sem salvação, a empresa fechou as portas.

 Retorno ao e-commerce
Mesmo com a falência da operação da Mesbla no Brasil, a marca parece ter mantido o prestígio entre os consumidores. Em uma tentativa de manter a Mesbla viva foi criado um e-commerce em 2009. A empresa Telemercantil comprou os direitos da marca, que ainda pertenciam à família Mansur, para vender maquiagens, roupas e acessórios para o público feminino.

O objetivo era rejuvenescer a marca, e mais tarde ampliar a oferta de produtos disponíveis, com operação apenas online. A tentativa fracassou, devido a desentendimentos entre as empresas que estavam construindo o site. Por outro lado, a Mesbla provou que ainda está forte na mente dos brasileiros, já que o portal teve sete milhões de usuários cadastrados como possíveis clientes.

“Não existe formato que seja bem sucedido por todo o tempo. Independente dos erros de gestão, o próprio modelo de loja de departamento full line, como eram a Mesbla e a Mappin, entrou em colapso. Salvo algumas poucas exceções, nos Estados Unidos e na Europa, este formato não agrega mais valor para o consumidor”, diz Eugênio Foganholo, Diretor da Mixxer, consultoria de bens de consumo, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Por Cláudio Martins, do Mundo do Marketing

Novo consumidor do e-commerce é da baixa renda

Em média, a base da pirâmide gasta praticamente o mesmo que a classe AB a cada compra.

Engana-se quem pensa que o comércio eletrônico é um território pouco conhecido pela baixa renda. Mais do que pesquisas de preço, os consumidores emergentes têm utilizado a internet para adquirir produtos, especialmente de categorias como eletrodomésticos e eletrônicos. Os valores competitivos oferecidos na web e a facilidade de parcelamento são alguns dos fatores que têm motivado os consumidores destas classes a comprar online.

De acordo com um levantamento da e-bit, do total de pessoas que adquiriu um produto na internet pela primeira vez no primeiro semestre de 2011, 61% possui renda familiar igual ou menor a R$ 3 mil. Os números são um indicativo de que a base da pirâmide está mais conectada e consumindo: em 2009, 44,6% dos e-consumidores do mercado brasileiro pertenciam, na melhor das hipóteses, à classe C. Este quadro mudou e, no primeiro semestre deste ano, o percentual subiu para 46,5%, correspondendo a cerca de cinco milhões de novos consumidores.

“A popularização da internet e do comércio eletrônico atraiu um perfil de consumo mais amplo, que passa a fazer compra de produtos com ticket médio maior, como máquina de lavar e geladeira. O consumidor emergente tem ao seu lado o parcelamento, a percepção de preços menores e a comodidade”, explica Alexandre Umberti, Diretor de Marketing da e-bit, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Maioria feminina
Em relação ao perfil, a maioria dos novos consumidores é feminina, com 55% de mulheres do total de novos entrantes da classe C. Já a média de idade fica entre 35 e 49 anos, a faixa mais representativa também para o e-commerce como um todo. Ainda segundo a pesquisa da e-bit, a região Sudeste possui a maior fatia dos novos e-consumidores de baixa renda, com 64%, seguida pelo Nordeste e pelo Sul, com 14% e 12%, respectivamente.

O aumento de referências positivas sobre a experiência de consumir online, seja de amigos, parentes ou até mesmo usuários de redes sociais, vem contribuindo para o crescimento das compras realizadas na internet por parte das classes C e DE. Basicamente, a diferença entre estes consumidores e os do topo da pirâmide é a frequência de compras.

Enquanto o ticket médio geral do varejo eletrônico no primeiro semestre de 2011 foi de R$ 355,00, a baixa renda gastou R$ 320,00 a cada compra. Quando analisadas apenas as pessoas dessa faixa de renda que fizeram sua primeira compra no mesmo período, o valor médio é ainda maior: R$ 340,00, contra R$ 330,00 em 2009.

Grandes players emprestam credibilidade
Se por um lado os consumidores emergentes compram itens mais caros, com um intervalo de tempo maior, por outro, o topo da pirâmide está presente em praticamente todas as categorias do e-commerce, o que explica a proximidade do ticket médio. “A classe AB compra de tudo, desde os mesmos produtos que a C, como geladeiras e TV LCD, até itens mais corriqueiros, caso de medicamentos, perfumes, livros, CDs e DVDs”, conta o Diretor de Marketing da e-bit.

Apesar da similaridade no comportamento de todas as classes sociais, categorias como livros, revistas e jornais não são tão representativas entre a base da pirâmide, enquanto telefonia e celular ganham mais destaque nas compras dos consumidores dessa faixa de renda. Outro movimento importante para o aumento das compras online efetuadas pelos emergentes é a chegada de grandes players do varejo na internet.

Nos últimos três anos, os brasileiros viram redes como Casas Bahia, Walmart e Carrefour lançarem suas lojas virtuais. Mas, ao contrário do que a maioria possa pensar, as classes C e DE não estão inclinadas a comprar apenas em varejistas eletrônicos que estejam também presentes em pontos de venda físicos.

“Perceber a presença dessas marcas é importante. Os consumidores emergentes começam a desbravar a internet e entender que existem outras formas de confiar numa loja. Quando uma grande marca chega à web, o consumidor pensa que, se está na internet, é porque o ambiente online é seguro. A internet como um todo ganha credibilidade”, acredita Umberti.

 

Por Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing

Digitalizando pequenas empresas: Fazendo um Website

Não sei porque “especialistas” ainda enquadram um site institucional como sendo uma nova mídia, algo revolucionário e desbravador. Ter um site para uma empresa já deve ser encarado como sendo parte do marketing tradicional e obrigatório para todo tipo de organização.

Muitas pequenas empresas não seguem esse conselho e deixam de aproveitar todas as vantagens que um site pode proporcionar. Entram na conversa de gurus-pé-de-escada e acreditam que um site é algo muito além das suas necessidades reais de divulgação, deixando sempre o lançamento do seu site “pro ano que vem”. Enquanto esse pensamento perdurar, pequenas empresas continuarão a gastar muita energia no marketing e não usufruirão devidamente seus frutos.

A importância de um site para uma empresa é conhecida por muitos, mas vale a pena ressaltar que:

  1. Um website permite expor a empresa, seus produtos e marca constantemente na internet;
  2. Um website permite que os clientes achem a empresa facilmente (se o site tiver sido bem feito);
  3. Um website permite que os clientes entrem em contato com a empresa, mesmo se a empresa não estiver em seu expediente normal;
  4. Um website permite que os produtos e serviços sejam vistos em detalhes quantas vezes o cliente quiser;
  5. Um website inclusive permite que os clientes adquiram os produtos ou contratem os serviços a hora que quiserem;
  6. Etc;
  7. Etc;
  8. Etc.

Se, mesmo com todas as vantagens, sua empresa ainda teimar e dizer que um site é artigo de luxo, perda de tempo ou coisa pra nerd, reflita, pois seus concorrentes podem não pensar dessa mesma forma cavernosa.

Conhece alguma empresa que ignora a ideia de um site e acha a internet inútil? Fala pra gente nos comentários!